Diurno

UX Flow: Pensamentos e Processos

por: Lucas Castro

data: 18/04/2019

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 Atualmente, no mundo em que vivemos, é difícil encontrar pessoas que não navegam por aí pela web. Estamos sempre consumindo informações e não preciso trazer nenhum número aqui para mostrar que com a adição da tecnologia a quantidade de dados consumidos só aumentam. Isto é, estamos rodeados por mais de 1 bilhão de páginas digitais, os websites, fazendo com que tenhamos tudo nas palmas de nossas mãos.

 Mas, ao contrário do que alguns pensaram, eu não vim aqui hoje para falar de ciência de dados propriamente dita, na verdade vim falar sobre Design! Como assim? É, mais precisamente Design de Experiência do Usuário, UX Design para os íntimos (ou para as línguas preguiçosas). Essa é a função das pessoas que criam e prototipam as telinhas que vocês abrem e fecham todos os dias. Eles são responsáveis por pensar em vocês desde o fluxo, ou seja, quais serão as opções de navegação, até na composição, como por exemplo o número de informações a serem exibidas e quais serão.

 Antes de entrar no tema principal, preciso levantar aqui a existência do UI Design, que é voltado para a parte estética, as cores, as fontes, os espaçamentos e etc. Resumindo, UX e UI é como um pote de ketchup, o UX é a facilidade que você teve para tirar o molho de dentro do pote e o UI é o quão belo (ou atrativo, ou diferente esteticamente e afins) é o pote.

*Ivan Braun, UX designer working for UX designers

 Dito isso, agora podemos ir direto ao ponto, como funciona o processo de criação e desenvolvimento de um protótipo? Vale lembrar que o procedimento é constituído de ciclos e varia de acordo com o Designer, e até mesmo projeto. Normalmente a primeira fase é filtrar a demanda alinhando com seu(s) usuário(s), entender quais pontos você tem que atacar baseando-se até mesmo na tecnologia a ser utilizada e em quais dispositivos serão aplicados o seu produto, porque muitas vezes o conteúdo vem como uma pedra robusta e você deve atuar como Michelangelo pra tornar aquilo ali um protótipo de respeito.

 Pois bem, depois de filtrar os pontos-chaves começa um momento de “pré-prototipagem”, ou seja, a criação de Wireframes, que nada mais são do que esboços do produto, um conjunto de formas geométricas irregulares com textos fictícios, algo como um sketch mesmo. Feito isso é comum apresentar para o usuário se aquela composição e afins estão de acordo com a necessidade dele, ou seja, mais uma etapa de validação.  

*Robert Smith, Validating product design ideas with low-fidelity wireframes

 Na terceira fase existe uma grande predominância da criação de estéticas e alinhamentos com identidade visual, esse é o  momento da estrela do UI brilhar. É importante ressaltar que, por estarem muito entrelaçados, o UI pode impactar efetiva e diretamente no UX, isto é, a estética pode e deve promover uma melhor experiência. Por fim, como você pode imaginar, existe mais um procedimento de alinhamento para garantir que aquela composição está de acordo com aquilo que foi proposto, visualizar se está “dentro dos conformes”.

*Lucas Castro, Macu.co (https://www.behance.net/kstruh)

 Portanto, falar sobre UX Flow não é falar sobre início, meio e fim, é falar sobre ciclos, idealizar, criar, prototipar e testar. Caso você não tenha um flow ou está começando, eu recomendo que você continue praticando e testando. É um processo que grande parte é natural, algo que vai fluindo e só você consegue encontrar o ideal para você.

 No mais, espero que tenham gostado, eu não quis aprofundar muito porque alguns temas renderiam textos individuais tranquilamente. Eu sou Lucas Castro, UX/UI Designer aqui na dti e se você tiver qualquer feedback para me dar fique a vontade, vai ser um prazer interagir com você e eu ficarei muito contente. Abraços!